Descobertas Científicas que Podem Mudar sua Visão de Mundo

27 de Fevereiro de 2021

Desde muito pequeno me pergunto o que estou fazendo aqui. Qual o sentido da vida?

Através da escola e da religião não obtive nenhuma resposta satisfatória. Na universidade tive o meu primeiro contato com a filosofia, mas fiquei interessado mesmo por sociologia e política. E foi nisso que me apeguei como uma solução paliativa para uma questão aparentemente inexplicável: O que estou fazendo aqui?

O estopim de uma revolução interna foi quando fiquei sabendo do experimento da dupla fenda provando que tudo o que existe no universo é onda e matéria ao mesmo tempo.

Ou seja, tudo é energia. Isso mesmo, meu amigo, tudo no universo, da luz, passando por elétrons até as mais complexas moléculas podem se comportar como onda ou matéria dependendo da intenção desejada.

Isso me deixou de cabelo em pé, pois devo admitir que na época eu abominava místicos e religiosos. E não pude deixar de lembrar de frases como: “Muita luz para você!”

E para piorar tudo, logo na sequência descobri que existe o Campo de Higgs. Que nada mais é do que um campo de energia que permeia tudo no universo e é de onde o mundo material emerge. E aí a frase dos esotéricos: “Todos somos um” ecoou me deixando atordoado.

Ciência e Filosofia

Obviamente fiquei me perguntando como é que essas descobertas da física não são ensinadas na escola, a experiência da dupla fenda foi realizada pela primeira vez em 1801! Ou seja, há mais de 200 anos atrás!

Foi quando descobri que a proposta para separar a ciência da busca filosófica em explicar a nossa existência, que foi feita pelo físico e filósofo René Descartes, no século 17, foi finalmente colocada em prática no começo do século 20 após a oficialização da física quântica. E por esse motivo um dos maiores físicos de todos os tempos disse:

“A ciência apenas avança funeral após funeral.” - Max Planck

E aí tive que admitir que os filósofos e místicos, pelo menos atualmente, tem mais condições de responder a pergunta que não quer calar: O que estou fazendo aqui?

Para aliviar a curva de aprendizado, comecei pela filosofia, pois começar pelo misticismo seria muito duro para mim. E nada melhor do que começar a pesquisa sabendo o que significa a palavra filosofia.

Geometria Sagrada

Logo de cara, fiquei sabendo que o termo filosofia foi provavelmente cunhado por Pitágoras. Portanto, fui estudá-lo.

Pitágoras foi um dos grandes sábios da Grécia e deixou um magnífico legado para a filosofia e para a matemática. Acho que todos nós estudamos o Teorema de Pitágoras na escola, você se lembra?

Mas o que provalvelmente nenhum de nós sabe é que para Pitágoras os números tinham um significado. Isso mesmo, cada número possui um significado simbólico e sagrado, além de ter uma representação geométrica associada.

Esse campo de estudo é chamado de geometria sagrada. Na antigüidade geometria e matemática eram a mesma coisa.

Já que a matemática é a linguagem do universo, a geometria deve ser a descrição gráfica dele. Pois diferente da matemática que é abstrata, a geometria tem forma, comprimento e profundidade.

“Os números são o mais alto nível de conhecimento. É o próprio conhecimento.” - Platão

A geometria sagrada procura por padrões comuns na natureza que podem ser expressados matematicamente.

Quanto mais a tecnologia avança, mais nós podemos ver esses mesmos padrões tanto nas galáxias quanto nas partículas microscópicas como o DNA.

O estudo da geometria do universo nos leva invariavelmente à seguinte pergunta: Isso acontece por acaso, ou existe uma inteligência por trás disso?

Nenhum homem é sábio a não ser Deus - Pitágoras

Pitágoras e todos os grandes pensadores da antiguidade parecem ter a resposta.

Foi aí que precisei me render completamente à existência de uma Mente Superior. O próximo passo lógico era entender o que é Deus.

Os Arquétipos

E mais uma vez foi na Grécia antiga que obtive grandes progressos para entender qual o sentido da vida.

O filósofo Platão desenvolveu uma importante teoria chamada de “Mundo das Ideias.” Resumidamente ele propõe que tudo o que existe no plano material vem do plano mental. O exemplo mais comum é o de uma cadeira. Antes dela ser construída (existir no plano material) ela tem que ser idealizada na mente do seu criador (plano mental).

Mas o que ele não disse explicitamente, pois se dissesse seria condenado a morte assim como Sócrates, é que o plano mental é Deus. Tudo o que existe aqui no universo, surgiu da mente de Deus.

Platão chamou de Arquétipos as criações de Deus. Arquétipos são a primeira emanação, a perfeição de tudo. Portanto, a melhor cadeira que já pudemos construir é imperfeita e só pode ser pensada por um humano através do projeto da cadeira perfeita criada por Deus: o arquétipo da cadeira.

Então, para tudo o que existe aqui, existe um arquétipo. O arquétipo do jogador de futebol, do homem de negócios, da mesa, da águia, da árvore, da estrela e assim por diante.

Somente no início do século 20, Sigmund Freud e Carl Gustav Jung ressuscitaram o conceito de arquétipos e o levaram para a psicanálise. Apesar de não ser um conhecimento de massa, suas aplicações são e você vai entender um pouco do por quê.

Logo que os primeiros trabalhos de Freud, Jung, Skinner, Reich e outros psicólogos começaram a ser publicados, este assunto despertou o interesse de pessoas, para as quais conhecer e determinar o comportamento humano são fundamentais.

Os Símbolos

No excepcional trabalho de Joseph Campbell, “As Máscaras de Deus” ele demonstra que os humanos sempre usaram símbolos para induzirem determinados sentimentos e comportamentos nas pessoas, tanto para o bem quanto para o mal.

Um exemplo de símbolo gráfico que é usado há milênios para o desenvolvimento pessoal é a Mandala.

A palavra Mandala vem do sânscrito e significa círculo. Monges tibetanos e budistas, por exemplo, utilizam diferentes Mandalas para atingirem estados superiores de meditação e se conectarem com energias superiores.

Mas o uso de símbolos também pode ser utilizado para vender idéias e produtos. Um símbolo clássico para se vender uma idéia é a Suástica, que foi utilizada pelos nazistas.

O sobrinho de Freud, Edward Bernays, na década de 30, demostrou que o uso de arquétipos e símbolos são extremamente eficazes para o aumento das vendas de um produto. E a partir daí, o marketing, a publicidade e a indústria do entretenimento investem milhões de dólares nessa área.

“Os símbolos são mais reais que aquilo que simbolizam, o significante precede e determina o significado.” - Lévi-Strauss

Mais recentemente, o neurocientista americano, Dr. Eric Nestler, mostrou por meio de suas pesquisas que quando somos expostos, continuamente, a um determinado estímulo visual, esse estímulo provocará uma alteração em nossa arquitetura e química cerebral.

É por isso que os publicitários sabem que o consumidor precisa ver um anúncio pelo menos 6 vezes.

Isso mesmo, olhar para uma imagem faz com que o cérebro humano produza neurotransmissores. Neurotransmissores são componentes químicos fabricados pelos neurônios para inibir ou estimular outras células nervosas. Estas substâncias provocam emoções, sentimentos e comportamentos.

Podemos criar a emoção que quisermos em nós ou em outros, estimulando a criação dos neurotransmissores em nós ou em outros. As possibilidades são infinitas quando se conhece a química das emoções.

Portanto podemos afirmar que enquanto as pessoas ignorarem como funciona a própria mente, elas continuarão sendo facilmente manipuladas, facilitando em muito as vendas tanto de ideias quanto de produtos.

Uma Nova Era

O conhecimento dessas descobertas científicas abre uma oportunidade enorme para criarmos uma sociedade mais justa e extremamente avançada.

Após entrar em contato com todas essas pesquisas e conceitos, hoje tenho uma resposta para a minha maior dúvida. O sentido da vida é a própria vida! Como diz o meu mentor, nós viemos aqui para estudar, trabalhar e ajudar. Porque esses são os pilares da evolução.

Tudo no Universo evolui constantemente, nada é estático. E como vimos, conhecimento é poder, mas só se for colocado em prática. Portanto, mãos à massa!

Namaste!